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Marcha exige o fim do Extermínio da Juventude Negra

Foto: Rhayara Christinee / Matéria: Marly Roodrigues

Nem mesmo a chuva impediu que gritos exigindo o fim das mortes, da violência e da impunidade contra a juventude negra ecoassem por todas as comunidades do Território do Bem, na “14ª Marcha Estadual contra o Extermínio da Juventude Negra”, realizada neste sábado (20),  junto com o movimento Fora Bolsonaro.

Organizada pelo Fórum Estadual da Juventude Negra (Fejunes), há quatorze anos, a manifestação marca o Dia da Consciência Negra no Espírito Santo, denunciando a morte de jovens negros moradores das periferias capixabas e cobrando políticas públicas para reverter os dados alarmantes.

Foto: Rhayara Christinee

Com o tema “Por qualquer meio necessário”, o ato contou com o apoio de várias organizações parceiras, reunindo entidades ligadas ao Movimento Negro, sindicatos, lideranças comunitárias, coletivos e instituições existentes no Território do Bem. Partindo de Gurigica, a manifestação que reuniu centenas de pessoas, percorreu ruas centrais que dividem as noves comunidades do Território.

De acordo com o presidente do FEJUNES, Felipe Lima, o objetivo da mobilização não é só chamar a atenção do Poder Público, mas também denunciar a violência policial na periferia. “Levar a Marcha Estadual contra o extermínio da juventude negra para o Território do Bem visa debater os problemas da periferia e discutir o extermínio onde ele acontece. Queremos alcançar as pessoas que não participam dessas manifestações, não são próximas de organizações sociais ou políticas, e apresentar uma perspectiva diferente sobre os problemas que elas já conhecem, politizar essa questão. O problema é político!”.

A Marcha no Território do Bem

O Território do Bem fica na região Central de Vitória e inclui nove comunidades: Bairro Da Penha, Bonfim, São Benedito, Consolação, Gurigica, Jaburu, Engenharia, Floresta e Itararé.

Por ser uma região periférica foi apelidada de forma discriminada, reforçando estereótipos que ganham força através da grande mídia e favorece incessantes intervenções do Estado por meio das operações policiais. Esses estereótipos corroboram para a alta no índice de violência, e a tímida presença de Políticas Públicas na região aumenta o desemprego, agrava a pobreza, o que contribui para o fortalecimento das desigualdades sociais e raciais.

Foto: Rhayara Christinee

“A marcha é o meio de denunciar as opressões policiais e as mortes, que muitas vezes são ocasionadas por elas, e denunciar a ausência de políticas públicas, como falta de água, moradia digna, educação, alimentação e cultura, além de ser uma forma de fortalecer o grito dos moradores, levando-os ao sentimento de que não estão sozinhos”,  conta Sávio Varejão, morador do Bonfim, representante do Coletivo Jovens do Bem e co-gestor do Fórum de Juventudes do Território do Bem.

Marcha Estadual Contra o Extermínio da Juventude Negra

A XIV Marcha Estadual Contra O Extermínio Da Juventude Negra saiu às ruas com o lema “Por qualquer meio necessário”.

Foto: Rhayara Christinee

Manifestantes se reuniram por volta das 15h, na Praça de Gurigica, e, de lá, seguiram por ruas que são divisas aos bairros Jaburu, Floresta, São Benedito, Consolação, Bonfim, Bairro da Penha e encerrando no Itararé, contemplando também o Bairro Engenharia. Já o Ato cultural, por conta da chuva, foi transferido para o dia 26 de novembro, às 19h, na praça de Itararé.

O ato foi organizado pelo Fórum Estadual da Juventude Negra no Espírito Santo (Fejunes).

? @rhayarachris

Matéria: @marlyroodrigues

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