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O engenheiro que utiliza sonhos e alegria como materiais de suas obras

Foto: Thais Gobbo

Foto: Thais Gobbo

Thiago de Jesus Peixoto nasceu e quase sempre morou em Jaburu. Formado em engenharia civil, ele fala da realização de concluir uma obra

Quem já plantou uma semente, esperou germinar, depois a viu crescer e se tornar uma bela árvore? Esta é uma emoção especial, um momento gratificante que só mesmo quem vivenciou sabe descrever.

Essa emoção acompanhou o engenheiro civil Thiago de Jesus Peixoto, de 33 anos, todas as vezes que concluiu uma obra. “É como plantar uma árvore, é uma satisfação enorme ver a surpresa estampada no rosto do cliente, quando pegamos um espaço ‘surrado’ e o transformamos num novo lugar, acolhedor, bonito ou então construímos uma nova casa. É o nosso suor que está ali”, descreve ele.

Thiago, que é morador da comunidade de Jaburu, tem uma pequena empresa de projetos, construção e reformas. Ele formou-se em engenharia civil recentemente, mas já tem uma larga experiência em obras, adquirida a partir da formação da juventude em Geoprocessamento e Edificações, na antiga Escola Técnica, hoje Instituto Federal de Educação (Ifes).

“Executamos de pequenos a grandes projetos, tanto na Praia do Canto, quanto no Jaburu, e sempre trabalhamos com o mesmo carinho, pois estamos lidando com os sonhos das pessoas”, afirma o engenheiro.

Encantamento

Foto: Thais Gobbo

Outro grande encantamento de Thiago é atuar em projetos sociais.  Desde muito cedo ele começou a contribuir com ações de organizações sociais e destaca sua participação no projeto Engenheiros Sem Fronteira, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). O projeto desenvolvia ações socioambientais em comunidades periféricas, como cuidar de áreas prejudicadas por depósitos indevidos de lixo, captação de água de chuva, entre outras ações.

“Eu tenho uma identificação muito grande com estes projetos, gosto de me engajar nas lutas porque sei que podemos fazer o diferencial. Tem muita coisa para fazer nas comunidades, mas falta mão de obra porque estes projetos não visam lucro”, afirma.

Atualmente Thiago está contribuindo com o projeto Saúde Habitacional executado por um grupo de organizações – Fórum Bem Maior, Associação Ateliê de Ideias, a ONG de arquitetos urbanistas Onze8 e o Palete Parque, com o apoio do Instituto Unimed.

O projeto realiza melhorias em unidades habitacionais de famílias em risco social do Território do Bem, agravadas ainda mais pela pandemia do coronavírus. São cinco famílias atendidas nos bairros São Benedito e Jaburu.

Ele descreve a emoção ao colaborar na reforma da casa da Eunice, em São Benedito, onde vivem nove pessoas: “A casa estava com muitos problemas de infiltrações, vazamentos, o banheiro quase não tinha mais condições de uso. Deixamos tudo muito bonito”.

Segurança 

Como Thiago participa desde a elaboração do projeto técnico até a execução e entrega da obra, uma grande preocupação sua é com a segurança de todos os envolvidos no trabalho. “Aqui em nossas comunidades há muitos becos e vielas, pouco espaço para as construções e risco de curto circuito. Então tomamos todos os cuidados possíveis, tanto na parte externa quanto na interna. Não podemos nos expor nem expor nossos colaboradores”, declara.

Foto: Thais Gobbo

Ele afirma que utiliza os equipamentos de proteção individual (EPIs) corretos e sugere orientações de segurança na utilização de escadas e andaimes. “Temos que observar sempre os riscos para não correr perigo”. Thiago afirma que já deixou de executar um projeto que oferecia riscos. “Quando não é possível fazer o trabalho, deixamos isso claro para o cliente”, finaliza.

Quem endossa a opinião de Thiago é outro engenheiro. Rafael Rigamonte é engenheiro de Construção e Manutenção da EDP e alerta que é sempre necessário muito cuidado ao construir ou reformar qualquer imóvel próximo à rede elétrica. “Os acidentes com a rede de Energia podem causar uma pequena queimadura e até o óbito. É muito importante, no manuseio de equipamentos elétricos, ter alguns cuidados, como estar calçado, com EPIis adequados, tomar cuidado com a rede elétrica”, destaca.

Marina Filetti

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