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O sonho da casa própria vira realidade para moradora de Andorinhas

Através do projeto Ponto Solidário, o Banco Bem realiza o primeiro empréstimo Habitacional. Com o dinheiro, uma moradora retoma a construção da casa própria para sair do aluguel

Morar de aluguel é a dura realidade de muitos brasileiros,     mas para a moradora de Andorinhas Adriana Stofel, essa situação está mudando. A auxiliar de cozinha, de 43 anos, mãe de quatro filhos e avó do pequeno Luiz Davi, é a primeira beneficiária da linha de Crédito Habitacional concedida pelo Banco Bem aos moradores dos bairros Andorinhas, Mangue Seco e Santa Martha. A iniciativa é do Projeto Ponto Solidário,  realizado pelo Ateliê de Ideias em parceria com a Prefeitura de Vitória, através do Fundo Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor/PROCON/SEMCID/Gerência de Qualificação do Trabalhador.

Há dois anos morando de aluguel, Adriana encontrou no Banco Bem a oportunidade de terminar a construção da casa própria  e ter um lar para chamar de seu. Em um terreno em que divide com a mãe e o irmão, ela começou a construir sua casa, mas faltaram recursos para terminar a obra.

Segundo ela, com o  pagamento do aluguel e das outras despesas da família, não sobrava dinheiro. “Tentei fazer empréstimos em vários lugares e não conseguia. Foi aí que o Banco Bem abriu as portas pra mim”, contou. “Com o dinheiro que peguei emprestado no banco vou retomar a construção da minha casa, sairei do aluguel, e, de pouco a pouco, continuarei a fazer as melhorias necessárias. Vai mudar minha vida para melhor. Ficarei mais à vontade e próxima da minha família”, afirmou.

Ao longo de 13 anos de existência, o Banco Bem, Banco Comunitário do Território do Bem, região composta pelos bairros São Benedito, Bairro da Penha, Jaburu, Consolação, Floresta, Engenharia, Bonfim, Itararé e Gurigica, em Vitória, já emprestou mais de dois milhões, em três linhas de crédito, Produtivo, Habitacional e Consumo. Só de empréstimo Habitacional, o banco já concedeu mais de 330 créditos, colaborando com a reforma e construção de moradias nesses bairros. Agora, desde  janeiro de 2019, com o Ponto Solidário, o Banco Bem passa a atender, também, às comunidades de Andorinhas, Santa Martha e Mangue Seco.

Novo formato do Crédito Habitacional traz acompanhamento de arquitetos

Com cerca de 330 créditos habitacionais concedidos, o que corresponde a mais de R$ 1 milhão em empréstimos para reformas ou construção de moradias, o Banco Bem lança um novo formato de pacote para Linha de Crédito Habitacional.

De acordo com Leonora Mol, diretora presidente do Ateliê de Ideias, ONG gestora do Banco Bem, antes, ao pegar o empréstimo habitacional, os moradores tinham que assumir as suas obras. Isso causava desperdício de material, tempo longo de execução de obra, dificuldade para contratar a mão de obra e acompanhamento dos serviços. E, na maioria das vezes, por falta de planejamento, o recurso acessado não era suficiente, e o morador precisava esperar para conseguir novo crédito. “A solução para resolver essas dificuldades foi possibilitar que, juntamente com o acesso ao recurso, o morador tivesse uma assistência técnica completa com equipe especializada de arquitetos, que pudesse assumir a elaboração do projeto, a compra do material, contratação de mão de obra, acompanhamento e entrega da obra em prazo curto”, esclarece Leonora.

O primeiro empréstimo habitacional concedido nessa nova modalidade foi o de Adriana. Os profissionais envolvidos no projeto são os arquitetos Cleuber da Silva Junior, Renan Grisoni e Wandery Auerl, o engenheiro Thiago de Jesus, o mestre de obra Paulo Cesar Santos, além da equipe do Projeto Ponto Solidário/Banco Bem e lideranças comunitárias locais.

O valor emprestado para Adriana foi de R$ 3.000,00, divididos em 10 parcelas. O recurso vem de parceria do Banco Bem com a Dacasa Financeira. Antes de conceder o empréstimo, a agente de crédito do Banco Bem, contratada pelo projeto Ponto Solidário, Andrea Monteiro, realizou visitas para análise da capacidade de pagamento de Adriana. Seguindo a política dos bancos comunitários, que prezam pelo não endividamento dos moradores, mas sim por empréstimos dentro das possibilidades de pagamento do solicitante.

“A Andrea, minha agente de crédito, me liga quase todos os dias para informar sobre o que será feito. Já fizemos várias reuniões, e os arquitetos já me apresentaram o projeto. Quando acabar esse empréstimo, pretendo fazer outro para finalizar a obra”, destacou Adriana

Para esse primeiro empréstimo, a moradora e os profissionais resolveram fazer os serviços prioritários. “A obra vai contemplar melhorias no acesso à residência, que inclui demolição de parede para instalação de porta de madeira; fechamento de vão existente com tijolos cerâmicos; reforma em escada metálica; serviços de reparos e acabamentos necessários; instalação de quatro janelas de esquadrias de alumínio e reboco em paredes”, salientou o arquiteto Cleuber da Silva Junior, mais conhecido com Juninho.

Ainda que as ações iniciais sejam estas, o projeto arquitetônico contemplou toda a residência, já projetando o resultado final de como a moradora poderá enxergar sua casa quando a reforma estiver concluída. As imagens a seguir mostram o resultado esperado ao final do processo.

Geisiane Teixeira

Jornalista e Pós-Graduada em Gestão e Assessoria de Comunicação. Coordena a Varal Agência de Comunicação, projeto responsável pela produção do Calango Notícias, fomentado pelo Ateliê de Ideias.
Geisiane Teixeira

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